A CRIAÇÃO

 



Mensagens Rosacrucianas

A pergunta mais importante que tem sido feita avidamente, e amiúde com receio, é a mesma que foi proposta pela Esfinge Egípcia milhões de anos atrás, e ela devorava os que, sem êxito, tentassem decifrar o enigma: Quem é o Homem?

Eras se passaram desde que essa questão foi levantada pela primeira vez. Nações apunhalam-se umas às outras em cruéis guerras religiosas e tentam, em vão, impor às outras a solução do grande mistério que julgam ter solucionado. Mas das tumbas do passado ré ecoa a mesma questão: Quem é o Homem?

A resposta, todavia, parece simples. A razão despojada de preconceitos científicos ou religiosos nos revela que o Homem, como qualquer outra forma no universo, é um centro de energia coletivizada; um raio solitário daquela Luz Divina universalmente presente, que é a "fonte comum de tudo o que existe". Ele é o verdadeiro filho do grande Sol Espiritual.  E  da  mesma forma que os raios que provêm do nosso Sol só se tornam visíveis aos nossos olhos quando se refletem na poeira, o raio divino só se faz perceber quando absorvido e refletido pela matéria.

Os raios do sol acariciam as águas do oceano e o calor gerado pelo contato da água com a luz do alto extrai matéria livre de impurezas das profundezas inferiores. Os vapores sobem ao céu onde, qual fantasmas marinhos, vagueiam em nuvens multiformes que viajam livremente pelo ar, brincando na brisa. Mas chega um tempo em que as energias que as mantêm suspensas exaurem-se, fazendo com que desçam uma vez mais à terra. Semelhantemente, um raio divino do Sol Espiritual mescla-se à matéria enquanto habita o plano terrestre, absorvendo e assimilando tudo o que corresponda à sua própria natureza. Da mesma forma que uma borboleta esvoaça de flor em flor, sorvendo o néctar de cada uma, também assim a mônada humana passa de vida em vida, de planeta em planeta, acumulando experiência, conhecimento e força.

O termo criação é frequentemente mal interpretado. Nem a Bíblia, nem qualquer outro livro razoável, nos dizem que qualquer coisa possa ter sido criada do nada. Tal superstição pertence inteiramente à ciência materialista moderna, que acredita que a vida possa desabrochar da morte, ou que a consciência possa brotar da inconsciência. O termo "criação" significa a produção de formas a partir de materiais informes preexistentes. As formas no absoluto não possuem realidade, não passam de ilusões. Portanto, sempre que uma forma é produzida, nada além de uma ilusão foi criada.

Dr. Franz Hartmann R+

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