A DIVINDADE OCULTA

 




Com frequência ouvimos pessoas se vangloriarem de serem controladas pelo intelecto e outras de se deixarem guiar pelas emoções. Um homem livre não se deixa controlar ou guiar por nenhum dos dois. Ele é o seu próprio mestre, e guia seu coração e mente. Por meio do poder divino que traz em si, controla tanto a atividade cerebral quanto as emoções em seu coração.

Um homem não é o seu coração e nem o seu cérebro. Eles são apenas instrumentos que nos foram concedidos pelo Criador. Não devem nos governar. Nós é que devemos governá-los e utilizá-los em consonância com os preceitos da sabedoria.

O homem material, encarcerado em seu casulo de argila, pode sentir, mas não ver, os raios espirituais que o Sol da verdade infinita irradia. Porém, se ordenar a suas emoções que permaneçam silentes e comandar sua capacidade de raciocínio, poderá direcionar suas antenas para o reino do espírito. Ao lidar com o invisível, o coração é a pedra de toque que convalida as conclusões obtidas pelo cérebro e esse último deve ser a balança utilizada para pesar as decisões do coração. Mas quando a luz da sabedoria divina acorre em nosso auxílio, já não há diferenças de opinião entre cabeça e coração. As percepções da mente harmonizam-se com as aspirações emocionais, pois ambas se acham reunificadas na luz.

O homem se deixa guiar primordialmente pelo intelecto; a mulher, pelas emoções. O homem representa a inteligência; a mulher, a vontade.

Raciocinar logicamente com base nas aparências externas tornou-se imperioso para o homem em função de sua constituição material, semelhante a uma concha que lhe envolve a alma. Mas quando o homem espiritual interior, que dorme em todos os corações, acorda para a vida, emite uma luz tal que penetra os véus da matéria, iluminando a mente.

Quando esse germe de divindade, oculto no centro, desperta, a luz espiritual que emite alcança as estrelas e os confins do espaço, fazendo com que a mente, auxiliada por essa luz divina, possa perceber e sondar os mistérios mais profundos do Universo.

Os que se acham capacitados a conhecer a verdade por meio da percepção não necessitam de informantes. A totalidade dos reinos visível e invisível se descortina diante deles como um livro em cujas páginas conseguem ler a história completa do universo.

Passam a conhecer todas as manifestações da vida, por serem eles próprios unos com a fonte da vida da qual emanaram todas as formas.

Dr. Franz Hartmann R+

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